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Laboratório móvel do TCE-GO faz demonstração durante simpósio em Santa Catarina

26/05/2014     

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       Os participantes do 16º Simpósio Nacional de Auditoria de Obras Públicas, realizado em Florianópolis-SC, tiveram na quinta e sexta-feiras da semana passada (22 e 23/mai) demonstrações práticas de ensaios para avaliar a qualidade da pavimentação asfáltica de obras rodoviárias, com o uso do laboratório-móvel do Tribunal de Contas de Goiás, instalado num caminhão. A atividade foi na Rua Newton Valente da Costa, em frente ao edifício sede do TCE-SC.
       Durante a demonstração, apresentada pelo engenheiro Elci Pessoa Junior, do TCE-PE, foram analisadas amostras de solo extraídas, na véspera, da região da SC-401, e da capa asfáltica da própria rua, retirada na hora com o uso de uma sonda rotativa, um dos equipamentos constantes do caminhão-laboratório (veja quadro abaixo). Com as amostras de solo, foram feitos testes para avaliar os índices de compactação da terraplanagem e com a peça asfáltica foram avaliadas a espessura e a densidade da pavimentação e o percentual de ligante existente no pavimento.
       Segundo a engenheira Zaquia Sebba Carrijo, do TCE-GO, o teor de ligante é medido aferindo-se a quantidade “CAP” (Cimento Asfáltico de Petróleo) existente na peça extraída. O “CAP” é a parte nobre e mais cara da mistura betuminosa, que dá o poder ligante para agregar todas as demais substâncias que compõem a massa asfáltica. O teste realizado permite conferir se o percentual de “CAP” aplicado na mistura corresponde à taxa definida no projeto original da obra, bem como às normas técnicas.
       A engenheira do TCE de Goiás explicou que, de acordo com os resultados dos testes, várias situações podem ocorrer. Uma primeira situação é quando o teor ligante é inferior ao previsto no projeto básico, mas ainda está dentro das faixas definidas nas normas técnicas, o que não comprometeria a qualidade da obra. Nesse caso, se a obra ainda estiver em andamento, é determinado que a empreiteira aumente a quantidade de “CAP” até os níveis definidos no projeto; caso a obra já esteja concluída, a empresa deverá devolver o valor pago de forma excedente.
       Para se ter uma ideia do quanto representa, em termos de custos, uma pequena diferença no teor de ligante, o engenheiro Elci apresenta os seguintes dados: “Numa estrada de 30 km, por exemplo, uma diferença de 0,3% do teor de ligante tem um impacto financeiro da ordem de R$ 123.700,00. Essa diferença percentual a menor do teor de ligante pode até estar dentro das normas técnicas, mas o poder público estará pagando um preço por um serviço que efetivamente não foi realizado”, completou.
       Outra situação é quando o teor ligante é inferior ao definido no projeto e também inferior às normas técnicas. “Nesse caso, a empreiteira deve refazer todo o serviço”, explicou a engenheira do TCE-GO.
       Outro teste realizado na demonstração foi a espessura da camada asfáltica. “É um teste extremamente simples e ao mesmo tempo de grande impacto financeiro”, comentou Elci, ao exemplificar que “na mesma estrada de 30 km, uma diferença de apenas meio centímetro na espessura da camada asfáltica tem um impacto de R$ 510 mil no custo final da obra”.
       Além dos quatro testes, o caminhão-laboratório do TCE-GO está capacitado a realizar vários outros ensaios, conforme explicou a engenheira responsável pelo projeto. Segundo ela, são avaliados não apenas aspectos relacionados ao solo, como a umidade, peso específico, granulometria, consistência, compactação, como também das misturas asfálticas, para se verificar a densidade, o teor de asfalto, a adesividade, o controle da espessura do pavimento, entre outros. Os resultados são obtidos praticamente na hora, a exceção de alguns testes que demoram dois a três dias.
       Carrijo esclareceu ainda que equipes de técnicos TCE-GO estão percorrendo, desde o ano de 2012, as rodovias goianas para inspeções “in loco”. O objetivo é atuar tempestivamente, possibilitando uma fiscalização mais eficiente da qualidade dos serviços prestados nas obras de pavimentação asfáltica.
 

Equipamentos existentes no Laboratório-móvel do TCE/GO:
- Aparelho Casagrande, manual, com contador de golpes; 
- Rotarex mecânico (extrator de asfalto); 
- Medidor de densidade de solos EDG, não nuclear; 
- Soquete para realização do ensaio de compactação de solos; 
- Molde de diâmetro de 6 polegadas para realização do ensaio de compactação de solo; 
- Extrator de corpos de prova de solos, hidráulico, manual;
- Kit para limite de plasticidade;
- Agitador de peneiras; 
- Bandejas retangulares para preparação de amostras;
- Balança eletrônica, capacidade de 15 Kg, sensível a 1 grama; 
- Balança eletrônica, capacidade de 5 Kg, sensível a 0,01gramas; 
- Conjunto para densidade “in situ” pelo método frasco de areia completo, capacidade de 10 litros; 
- Conjunto para determinação de umidade “speedy” completo; 
- Jogo de peneiras; 
- Fogareiro 2 bocas, com botijão de gás e tela de amianto; 
- Sonda rotativa (elétrica portátil);
- Outros (copo becker, frigideira, caçarolas, bacia, ampolas de carbureto de cálcio, concha, espátula, provetas de plástico, régua, talhadeira, disco espaçador, termômetro digital).

Fonte: Acom/TCE-SC

  

  

Serviço:

Assessoria de Comunicação

Tel: (62) 3228-2101 / Ramal: 2110/2132

E-mail: imprensa@tce.go.gov.br

  

  

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